Eugênio
de Melo, quem poderá contar sua história?
Seu Benedito David da Rua 15 de Novembro, o mais antigo morador?
Dona Madalena Gil que morava antes na Rua 7 de Setembro? Seu Oscar da Av.
Ambrósio Molina? E o ....da Rua....? Eu?
Sua história, querida cidade, pode ser contada por todos que por
aqui passaram, a amaram e ficaram pois foram acolhidos com generosidade.
Um de seus símbolos, a bucólica estação ferroviária, agora em
ruínas, fez surgir o desenvolvimento.
Quem vivenciou seus primeiros momentos de vida lembra, com
lágrimas nos olhos e aperto no coração, que expressam a saudade, de um tempo em
que tudo era feito através e ao redor dos seus trilhos...
Trilhos que trouxeram e levaram progresso e esperanças. Trilhos que
levaram as tristezas, pois para elas não havia lugar aqui. Trilhos que
proporcionaram encontros e desencontros e presenciaram romances fortuitos.
Trilhos que lhe trouxeram a vida, Eugênio de Melo... Na plataforma da estação,
seus moradores esperavam ansiosamente por um parente, um amigo ou por notícias
de um ente querido.
Agora, o progresso vem do outro lado da estação. Os trilhos
foram desprezados com a justificativa de que se fazia necessário...
Uma nova fase começou e os trilhos foram trocados por asfalto;
os maquinistas, por motoristas; as locomotivas, por caminhões e a estação ficou
apenas um ponto de parada... Tudo mudou.
Com isso, seus filhos mais novos apenas ouvem as histórias do
seu passado contadas com entusiasmo por aqueles que as vivenciaram
intensamente.
Todos nós, no entanto, continuamos a amá-la e a reverenciá-la
com o mesmo carinho. Assim, nesta data tão significativa, cantamos em sua
homenagem essa antiga, popular e universal canção:
Parabéns prá você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.
Áureo Melo

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